Aprovação de Trump atinge menor nível de 2019 após divulgação de relatório Mueller, diz pesquisa

Os investigadores encontraram “múltiplos atos do presidente que eram capazes de exercer influência indevida sobre investigações”.

O número de norte-americanos que aprovam o presidente Donald Trump caiu 3 pontos percentuais para o menor nível do ano após a divulgação do relatório de um procurador especial detalhando a interferência russa na eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.

A pesquisa, realizada entre a tarde de quinta-feira e a manhã desta sexta-feira, é o primeiro levantamento de âmbito nacional a medir a resposta do público norte-americano depois que o Departamento de Justiça dos EUA divulgou o relatório de 448 páginas do procurador especial Robert Mueller, que relata inúmeras ocasiões em que Trump pode ter interferido na investigação.

Segundo a pesquisa, 37 por cento dos adultos nos Estados Unidos aprovavam o desempenho de Trump no cargo, ante 40 por cento em uma pesquisa similar conduzida em 15 de abril, o que representa o menor nível para o ano. O número também fica abaixo dos 43 por cento de aprovação em uma pesquisa conduzida pouco depois que o secretário de Justiça e procurador-geral, William Barr, divulgou um resumo do relatório em março.

Em seu relatório, Mueller disse que sua investigação não estabeleceu que a campanha de Trump coordenou com os russos. No entanto, investigadores encontraram “múltiplos atos do presidente que eram capazes de exercer influência indevida sobre investigações”.

Enquanto Mueller decidiu não acusar Trump de nenhum crime, ele também disse a investigação não isenta o presidente.

A pesquisa mostrou que 50 por cento dos norte-americanos concordam que “Trump ou alguém de sua campanha trabalhou com a Rússia para influenciar a eleição de 2016”, e 58 por cento concordam que o presidente “tentou parar investigações sobre a influência russa em sua administração”.

Para 40 por cento Trump deveria sofrer impeachment, enquanto 42 por cento acreditam que ele não deveria.

A investigação Mueller acusou anteriormente 34 pessoas e três entidades russas, enredando condenações ou declarações de culpa de diversos associados de Trump, incluindo o ex-chefe de campanha Paul Manafort, o ex-assessor de segurança da Casa Branca Michael Flynn e o antigo advogado pessoal do presidente Michael Cohen.

A pesquisa Reuters/Ipsos foi conduzida online em inglês ao redor dos Estados Unidos. O levantamento reuniu respostas de 1.005 adultos, incluindo 924 que tinham familiaridade com o relatório de Mueller. A pesquisa tem um intervalo de credibilidade, uma medida de precisão, de 4 pontos percentuais.

Fonte: Reuters

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