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Após cinco horas de reunião, candidatura de Cleitinho e Falcão ao governo de Minas segue indefinida

Durante a reunião, Cleitinho confirmou que pretende disputar o Palácio Tiradentes tendo Falcão como candidato a vice-governador.

Cinco horas de reunião e nenhuma definição. O encontro entre o senador Cleitinho, o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e outras lideranças da legenda terminou já no fim da noite desta quinta-feira (30), em São José dos Campos, sem um acordo sobre a candidatura do partido ao Governo de Minas.

Durante a reunião, Cleitinho confirmou que pretende disputar o Palácio Tiradentes tendo Falcão como candidato a vice-governador. O senador também explicou por que demorou tanto para tomar uma decisão. Segundo ele, a doença e, posteriormente, a morte do irmão caçula, Matheus Azevedo, vítima de leucemia, fizeram com que as questões familiares tivessem prioridade nas últimas semanas, adiando uma definição política.

A justificativa, no entanto, ainda foi suficiente para convencer direção do Republicanos. O partido afirmou que aguardou por mais de um ano uma resposta definitiva de Cleitinho e que a indefinição passou a prejudicar a construção das alianças para as eleições de 2026, tanto em Minas Gerais quanto em outros estados.

Apesar do impasse, as conversas continuam. Um novo encontro entre Cleitinho, Falcão, Marcos Pereira e o presidente estadual do Republicanos, deputado Euclydes Pettersen, está marcada para acontecer neste sábado (01). Nos bastidores, porém, a avaliação é de que não será fácil convencer a direção nacional do partido a voltar atrás.

Caso a candidatura própria seja definitivamente descartada, a tendência é que o Republicanos caminhe para uma composição com Marcelo Aro (PP), que ontem rompeu com o grupo do governador Mateus Simões. Até poucas semanas atrás, Aro era apontado como candidato ao Senado na chapa governista, mas deixou a base para lançar uma candidatura própria ao Governo de Minas.

O rompimento provocou forte reação entre antigos aliados. Tanto o governador Mateus Simões quanto o ex-governador Romeu Zema classificaram a saída de Marcelo Aro como uma traição ao grupo político que governou Minas nos últimos anos. Até o momento, Aro não se manifestou.

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