Ambulante que chamou operador de caixa de aleijado responderá criminalmente em Patos de Minas
O caso foi encaminhado para a justiça nessa quarta-feira (6).
Um vendedor ambulante vai responder criminalmente por injúria qualificada após ofender um operador de caixa com deficiência física em Patos de Minas. O caso foi registrado pela Polícia Militar e a Polícia Civil indiciou suspeito. O caso foi encaminhado para a justiça nessa quarta-feira (6).
De acordo com as investigações, o fato ocorreu no dia 1º de novembro de 2025, no estacionamento de um supermercado localizado na Avenida Fátima Porto. Durante o horário de intervalo da vítima, o suspeito aproximou-se e passou a se referir ao trabalhador utilizando o termo pejorativo “aleijado”.
Testemunhas que presenciaram a cena afirmaram que a ofensa foi gratuita e não houve qualquer discussão anterior que justificasse a fala. Segundo colegas de trabalho da vítima, o operador de caixa ficou visivelmente constrangido e indignado com a situação.
A Polícia Militar foi acionada e localizou o vendedor ainda no pátio do estabelecimento. Ao ser questionado, ele confessou ter dito a expressão, mas alegou que se tratava de uma “brincadeira de mau gosto”, afirmando que já conhecia a vítima e que havia uma convivência anterior.
Apesar da justificativa, a Polícia Civil entendeu que houve crime, já que a ofensa atingiu diretamente a dignidade da vítima ao fazer referência à sua condição física. Durante o inquérito, a vítima reafirmou que não deu liberdade para esse tipo de tratamento e declarou que não foi a primeira vez que o autor utilizou expressões ofensivas. Ela manifestou formalmente o desejo de representar criminalmente contra o suspeito.
O investigado chegou a ser preso, mas foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 1.500. Em depoimento, disse estar arrependido e afirmou não ter tido intenção de ofender.
Com base nas provas reunidas, incluindo depoimentos e a confissão do próprio suspeito, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento do vendedor ambulante por injúria qualificada. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá decidir sobre o oferecimento de denúncia e o prosseguimento da ação penal.
A legislação brasileira prevê punição mais severa quando a ofensa envolve elementos relacionados à deficiência da vítima, justamente por se tratar de uma forma de discriminação que fere ainda mais a dignidade da pessoa humana.