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Alerta! Secretaria de Saúde confirma febre amarela em macaco encontrado morto em Patos de Minas

Diante da confirmação, o município intensificou as ações de monitoramento e vacinação na região.


A Secretaria Municipal de Saúde de Patos de Minas confirmou, nesta sexta-feira (06), um caso de febre amarela em um macaco encontrado morto na zona rural do município. O animal foi localizado nas proximidades da comunidade dos Moreiras e teve a doença confirmada após exames realizados em Belo Horizonte. Diante da confirmação, o município intensificou as ações de monitoramento e vacinação na região.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Lilian Marinho, o Centro de Controle de Zoonoses recebeu a informação sobre o animal morto no dia 1º de outubro. Uma equipe foi até o local, recolheu o macaco e encaminhou amostras para análise laboratorial. O resultado, divulgado no final do mês, confirmou a presença do vírus da febre amarela no fígado e no baço do animal.

Após a confirmação, equipes da Vigilância em Saúde retornaram à comunidade dos Moreiras para realizar buscas por outros primatas mortos ou com sinais da doença. Nenhum outro animal foi encontrado. Agentes de saúde também iniciaram visitas às propriedades rurais para verificar a situação vacinal dos moradores.

Lilian explicou que a confirmação já era uma preocupação das autoridades sanitárias, devido aos registros de macacos mortos com febre amarela em outras regiões de Minas Gerais, incluindo áreas próximas a Paracatu, Uberaba e Araguari. Segundo ela, a circulação do vírus exige atenção redobrada da população.

A diretora destacou que a cobertura vacinal contra a febre amarela em Patos de Minas passou de 60% para 80% após uma mobilização realizada diante da notificação recente de um caso suspeito da doença em humano. Apesar do aumento, o índice ainda está abaixo dos 95% recomendados pelo Ministério da Saúde.

Com a confirmação no animal, a Secretaria de Saúde prepara uma nova intensificação da vacinação. A orientação feita pelas autoridades estaduais é realizar ações em um raio de 15 quilômetros do local onde o macaco foi encontrado, abrangendo também áreas dos municípios de Varjão de Minas e Presidente Olegário.

O Vacimóvel deverá percorrer comunidades rurais, enquanto agentes de saúde vão verificar os cartões de vacinação dos moradores. A orientação também vale para a população da área urbana, que pode procurar qualquer unidade de saúde para conferir a situação vacinal.

Lilian reforçou a importância da imunização, principalmente entre as crianças. Conforme o calendário de vacinação, a primeira dose deve ser aplicada aos nove meses de idade, com reforço aos quatro anos. Os responsáveis devem procurar as unidades de saúde para verificar se as doses estão em dia.

A febre amarela é uma doença grave que pode levar à morte. Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça intensa, dores abdominais e vômitos. Nos casos mais graves, também podem ocorrer alterações na coloração da urina e outros sinais de comprometimento do organismo.

Macacos não transmite a doença diretamente

Durante a entrevista, o médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses Rafael Araújo também reforçou que os macacos não são responsáveis pela transmissão direta da febre amarela aos seres humanos. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados, e os primatas também são vítimas do vírus.

O animal encontrado na comunidade dos Moreiras era um mico-estrela, espécie que, segundo os profissionais, apresenta maior resistência natural à doença em comparação com outros primatas, como bugios e macacos-prego.

A orientação é que moradores que encontrem macacos mortos ou apresentando comportamentos anormais, como dificuldade para subir em árvores, não tentem capturá-los ou manuseá-los. A situação deve ser comunicada ao Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone ou WhatsApp (34) 3822-9624.

Os profissionais também alertaram que matar macacos é crime ambiental e não impede a circulação da febre amarela. Além do recolhimento dos animais, equipes da Vigilância Ambiental deverão realizar a captura de mosquitos na região para identificar as espécies presentes e investigar a possível circulação do vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacinação é a principal medida de proteção contra a febre amarela e orienta os moradores a procurarem as unidades de saúde para conferir seus cartões de vacinação.

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