Acusado de matar colega de quarto em clínica de reabilitação é condenado a 12 anos de prisão

Carlos foi condenado por homicídio duplamente qualificado uma vez que agiu de forma cruel porque a vítima estaria com os braços amarrados.

Carlos confessou ao juiz que asfixiou a vítima.

O tribunal do júri condenou a 12 anos de prisão, um homem acusado de asfixiar um dependente químico em uma clínica de reabilitação em Patos de Minas. O julgamento aconteceu no Fórum Olympio Borges na tarde desta quarta-feira (12). Carlos Rodrigues Peixoto de 19 anos foi condenado pelo homicídio de Alexandre Felizardo das Neves que na época tinha 26 anos. Ele confessou ao juiz que asfixiou Alexandre, mas disse não tinha intenção de matá-lo e disse também que agiu sozinho.

Carlos foi condenado por homicídio duplamente qualificado uma vez que agiu de forma cruel porque a vítima estaria com os braços amarrados no momento do crime e também porque dificultou todos os meios de defesa da vítima. De acordo com o Promotor de Justiça Rodrigo Taufic o Ministério Público ficou satisfeito com a pena de 12 anos de reclusão. O próprio MP pediu para que fosse tirada qualificadora que dizia que Carlos agiu por motivo torpe.

O Defensor Público, Mateus Nascimento, disse que Carlos não irá recorrer da sentença. “Nós conseguimos que os jurados aceitassem uma das atenuantes e também foi considerada uma atenuante genérica, em conversa com ele, nós decidimos por não apresentar recurso”. Diogo da Silva Dantas de 23 anos, que participou do crime juntamente com Carlos, entrou com um pedido alegando insanidade mental e ainda será julgado.

Entenda o caso:

No dia 13 de julho de 2017, em uma clínica de reabilitação às margens da BR365 no Bairro Planalto, houve uma briga na parte da manhã envolvendo a vítima e os autores do homicídio Diogo da Silva Dantas, de 23 anos e Carlos Rodrigues Peixoto. De acordo com as investigações da época do crime, os autores ficaram bravos porque foram agredidos por Alexandre durante um surto psicótico dele e resolveram dar fim a vida do rapaz. Um pouco mais tarde eles entraram no quarto de Alexandre e o asfixiaram com as próprias mãos. Enquanto um tapava o nariz e a boca da vítima, o outro lhe estrangulava.

Alexandre chegou a ser socorrido, mas já chegou ao hospital sem vida. Carlos e Diogo foram de livre e espontânea vontade para a delegacia prestar esclarecimentos já que eram colegas de quarto da vítima. Durante conversa com os policiais os dois acabaram confessando e deram detalhes de como cometeram o crime. De acordo com a Polícia Militar, os dois aproveitaram que Alexandre estava medicado e foram para cima do rapaz ceifando assim a vida dele.

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