Açougueiro flagrado em abate clandestino em Major Porto diz que prática é comum

Uma grande quantidade de ossos estava depositada em uma vala.


O animal já tinha sido abatido e estava sendo desossado.
Um açougueiro flagrado pela Polícia Militar de Meio Ambiente no momento em que fazia o abate clandestino de uma vaca na tarde dessa quinta-feira (29) disse que esta prática é comum na zona rural. Fiscais da Vigilância Sanitária foram para o local e constataram que o abate de animais no local é antigo. Uma grande quantidade de ossos estava depositada em uma vala.

O local do abate clandestino fica entre os distritos de Major Porto e Quintinos, na divisa dos municípios de Patos de Minas e Carmo do Paranaíba. De acordo com o cabo Siqueira, da Polícia Militar de Meio Ambiente, a guarnição fazia um patrulhamento de rotina pelo local e deparou com o grupo fazendo o abate clandestino.

O animal já tinha sido abatido e estava sendo desossado. Fiscais da Vigilância Sanitária de Patos de Minas foram acionados e constataram o abate clandestino tanto de bovinos quanto de suínos no local. Ossadas de diversos animais podiam ser vistas em uma vala aberta no terreno.

A médica veterinária da Vigilância Sanitária, Eliane de Souza, destacou o risco do consumo de carne sem procedência, principalmente por causa do risco de doenças transmitidas por animais. Todo o material encontrado no local foi apreendido como facas e o machado usado para abater o animal. A carne foi considerada imprópria para o consumo e levada para ser descartada em local adequado.

O açougueiro Everaldo Miranda de Faria, de 53 anos, confirmou que abate animais no local para o seu comércio. Ele explicou que os frigoríficos não entregam carne na zona rural e disse que esta prática é comum em toda a região. Ele disse que não existe empresa para recolher os ossos e que faz a queima dos restos na vala encontrada no local para evitar a poluição ambiental.

Everaldo destacou que não sabia de todas as exigências com relação a destinação dos ossos. Ele foi conduzido para a Delegacia para prestar esclarecimentos e, além do abate clandestino, deverá responder também por crime ambiental.

Autor: Maurício Rocha

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