Acesso a bets cresce 237% no primeiro ano de mercado regulado
Com regulamentação do setor, o acesso a bets no Brasil subiu 237% em 2025, segundo o Aposta Legal; dados da KTO detalham as principais escolhas.
Acesso a bets cresce 237% no primeiro ano de mercado regulado
Dados da KTO detalham os principais esportes e mercados de aposta
O primeiro ano de regulamentação do mercado de apostas online consolidou o Brasil como um dos maiores ambientes de consumo de bets do mundo. De acordo com o Painel das Bets, do portal Aposta Legal, o setor registrou 26,4 bilhões de acessos em 2025, um crescimento de 237% em relação a 2024.
O volume corresponde a uma média de 2,2 bilhões de visitas mensais, ou cerca de 71 milhões de acessos por dia, o que coloca os sites de apostas como o segundo destino mais visitado da internet brasileira, atrás apenas do Google.
A expansão foi impulsionada pela regulamentação do mercado, que permitiu às bets legalizadas ampliarem patrocínios em clubes e campeonatos nacionais, além de campanhas digitais em larga escala. Segundo dados do Ministério da Fazenda, 25,2 milhões de brasileiros apostaram em 2025, e o setor arrecadou aproximadamente R$ 9,95 bilhões em tributos e destinações legais.
Entre as modalidades mais procuradas pelos apostadores, levantamento de uma
bet
, a KTO, mostra que o futebol domina o mercado, concentrando 86,47% das apostas e 74,19% dos usuários ativos em novembro de 2025. Em seguida aparecem o basquete (3,04% das apostas), o tênis (6%) e os esportes virtuais, que cresceram mais de 528% em popularidade em 2025.
Nos campeonatos, a Série A do Brasileirão foi o torneio mais apostado, com 18,9% de participação, seguida pela Premier League (6,43%) e La Liga (5,68%). A Champions League, a Libertadores e a Série B brasileira também figuram entre as principais competições, todas acima de 3% das apostas.
O mercado mais explorado pelos apostadores é o de resultado final, responsável por 43,79% das apostas. Em seguida aparecem os mercados de total de gols (10,71%), ambos os times marcam (4,10%) e chance dupla (3,79%).
Quanto ao momento das apostas, 53,9% das operações são feitas antes dos jogos, no formato pré-ao vivo. As apostas ao vivo representam 35%, enquanto o formato misto responde por 11% das interações. Esses números indicam preferência por estratégias baseadas em análise prévia de desempenho, mas com crescimento contínuo das operações em tempo real.
De acordo com balanço da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, a receita bruta das empresas legais chegou a
R$ 37 bilhões em 2025
. Deste total, 12% foram destinados a finalidades legais, incluindo R$ 4,5 bilhões em repasses públicos, além de R$ 2,5 bilhões em outorgas e R$ 95,5 milhões em taxas de fiscalização.
A pasta também informou o bloqueio de 25 mil sites ilegais em parceria com a Anatel e o encerramento de 550 contas bancárias associadas a operações irregulares. O esforço reflete o reforço da política de fiscalização e controle do mercado bet, considerado agora plenamente regulado.
As novas regras do Ministério da Fazenda determinaram que apostas e prêmios só podem ser
pagos por PIX, transferência ou débito direto
, em contas autorizadas pelo Banco Central. Pagamentos com cartão de crédito, boletos, dinheiro ou criptomoedas estão proibidos. O objetivo é garantir transparência e rastreabilidade nas transações.
Os prêmios devem ser quitados em até 120 minutos após o encerramento do evento, por meio de contas transacionais exclusivas mantidas pelas operadoras. Além disso, os operadores de bets precisam manter reserva financeira mínima de R$ 5 milhões em títulos públicos federais, assegurando estabilidade e proteção ao consumidor.