Protestos por morte de George Floyd expõem crueza das relações de raça no mundo

Protestos foram registrados de Amsterdã a Nairóbi

publicado em 03/06/2020,


 

–––––––––––––––––––––––––––––––– CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE ––––––––––––––––––––––––––––––––
Rota Pop

As imagens de um policial branco ajoelhado sobre o pescoço do afro-americano George Floyd, que morreu asfixiado, levaram a protestos de Amsterdã a Nairóbi, mas também expuseram mágoas e queixas ainda mais profundas entre manifestantes sobre as relações raciais em seus países.

Com a onda de confrontos violentos entre manifestantes e autoridades nos Estados Unidos, ativistas contra a brutalidade policial se reuniram aos milhares em apoio ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) em várias cidades da Europa e da África.

Manifestantes pacíficos destacaram acusações de abuso a presidiários negros em cadeias, desigualdades sociais e econômicas, e o racismo institucional persistente no passado colonial de países como a Holanda, Reino Unido e a França.

“Se você quer acreditar que nós na Holanda não temos um problema com raça, você deve ir adiante para casa”, disse Jennifer Tosch, fundadora da Black Heritage Amsterdam Tours, a um público em Amsterdã, de onde a holandesa Companhia das Índias Ocidentais operou embarcações que se estima terem traficado cerca de 500 mil escravos entre os anos 1600 e 1700.

Em Londres, um manifestante segurava um cartaz com os dizeres “O Reino Unido não é inocente”, enquanto em Berlim 2 mil pessoas protestaram do lado de fora da embaixada dos Estados Unidos e dois jogadores do campeonato alemão de futebol mostraram camisetas com os dizeres “Justiça para George Floyd”.

Policiais na região norte de Paris lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que protestavam pela morte de um jovem francês negro sob custódia da polícia em 2016 —um incidente que foi comparado ao assassinato de Floyd.

A família de Adama Traore culpou o uso excessivo de força durante sua prisão, na qual o jovem de 24 anos foi imobilizado por três agentes da polícia francesa. Relatórios periciais sucessivos chegaram a conclusões distintas sobre se sua morte duas horas depois resultou de asfixia ou de outros fatores, incluindo condições pré-existentes.

Em Istambul, mais de 50 pessoas entraram em confronto com policiais minutos depois de iniciarem um protesto pela morte de Floyd e pelo que chamam de brutalidade policial na Turquia.

Em Nairóbi, manifestantes na embaixada norte-americana seguravam placas dizendo “Black Lives Matter” e “Parem com os assassinatos extrajudiciais”.

A organizadora Nafula Wafula afirmou que a violência contra os negros é internacional e citou a morte de prisioneiros no Quênia.

“O sistema que permite que a brutalidade policial aconteça no Quênia é baseado em classe. Na América, é em raça e classe”.

Protestos estão previstos para os próximos dias em Gâmbia, Reino Unido, Espanha e Portugal.

Fonte: Reuters

Postado em 03/06/2020
Compartilhe:

1 comentários

Recentes Populares
Termo

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Portal Patos Hoje. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes, fake news ou violem direitos de terceiros. O Portal Patos Hoje poderá remover, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos ou que estejam fora do tema da matéria comentada. É livre a manifestação do pensamento, mas deve-se ter ciência de que poderá ser responsabilizado cível ou criminalmente!

Os comentários que receberem 100 votos negativos a mais que os positivos serão retirados do Portal.

  • Riala Mafon | 1 mês, 4 semanas atrás

    A suposta supremacia branca é vivida pelo presidente e seus aliados como o Allan dos Santos que é quase negro. Na mesa das lives do presidente bebem leite puro e dizem: Os "entendedores entenderão", isso no dia seguinte da morte do homem negro pelo policial nos EUA. # Somos+de70porcento.

    0 0 Responder