Força-tarefa prende empresários com atuação em Ceasa por sonegação de R$ 200 milhões

Eles são suspeitos de cometerem crimes contra a ordem tributária, além de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre 2001 e 2017.

publicado em 12/09/2019, por Farley Rocha


A operação Demerara começou nesta quinta-feira.

A força tarefa composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Receita Estadual (RE) e Polícia Civil (PC) deflagrou nesta quinta-feira (12) a operação Demerara contra empresários do ramo de distribuição de alimentos com atuação na Ceasa de Contagem e nas cidades de Barbacena, Varginha e São Paulo.

São cumpridos seis mandados de prisão e 12 de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Inquéritos de Contagem, contra alvos localizados nos municípios de Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, Barbacena e Varginha, além de Araruama, no Rio de Janeiro.

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Eles são suspeitos de cometerem crimes contra a ordem tributária, além de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre 2001 e 2017. Nesse período, o grupo empresarial, composto por mais de 10 empresas, teria sonegado cerca de R$ 200 milhões em ICMS devidos ao Estado de Minas Gerais. De acordo com as investigações, eles compravam notas fiscais frias no mercado negro e as utilizavam para diminuir o valor mensal do imposto.

Segundo o MPMG, trata-se de uma organização criminosa formada por pessoas ricas, bem instruídas e devidamente orientadas por especialistas. Os investigados, desde a década de 1990, teriam constituído um grande grupo econômico composto por empresas do ramo de distribuição de alimentos, principalmente de açúcar.

O grupo seria chefiado por dois irmãos, que se utilizariam de laranjas para constituir as empresas atacadistas, blindando seu patrimônio pessoal. Há suspeita de que empregados eram coagidos a emprestar seus nomes para a constituição das empresas. As investigações teriam descoberto que um dos sócios usava parte dos recursos obtidos com a sonegação fiscal para construir uma mansão localizada em loteamento nobre na cidade de Nova Lima, avaliada atualmente em torno de R$ 30 milhões.

Conduzidas pelo MPMG e pela PC, as investigações se iniciaram após informações serem repassadas pela Receita Estadual.

A operação Demerara é mais uma desenvolvida no âmbito do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), que busca coibir a prática de sonegação fiscal e recuperar os valores desviados do Estado.

A ação de hoje conta com a participação de quatro promotores de Justiça de Minas Gerais, 40 auditores-fiscais da Receita Estadual, seis delegados e 52 investigadores da Polícia Civil.

Fonte: Coordenadoria Regional da Ordem Econômica e Tributária de Contagem

Autor: Farley Rocha Postado em 12/09/2019
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9 comentários

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  • Riala Mafon | 6 dias, 20 horas atrás

    Eu tenho o direito de ser arremetido à Curitiba do juiz parcial e dos procuradores que dançam sobre cadáveres de gente honesta e humilde --Uma criança de 7 anos. Canalhas !

    1 15 Responder

  • Debochador | 1 semana atrás

    Força tarefa me faz lembrar a Quadrilha de Curitiba.

    0 16 Responder

  • Ze 1 semana atrás

    Comentário removido pelos leitores. Este comentário foi retirado porque recebeu 20 votos negativos a mais que os positivos.

  • Debochador 1 semana atrás

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  • E O CASO DO DITINHO Vereador | 1 semana atrás

    Quando vão investigar a compra do cargo do vereador Ditinho . Teve um partido aqui em Patos que obrigou o Ditinho a renúnciar o cargo dr vereador passando a vaga pro radialista . O Ditinho foi obrigado a ir embora

    52 2 Responder

  • Propaganda Política | 1 semana atrás

    É notícia sobre o Ceasa de Patos ?? O que temos a ver com Ceasa de outras cidades

    28 9 Responder

  • Leooo 1 semana atrás

    Comentário removido pelos leitores. Este comentário foi retirado porque recebeu 20 votos negativos a mais que os positivos.

  • Agora entendi | 1 semana atrás

    Não dá em nada. Aqui em Patos desviaram do Ceasa mais de 200.000,00 e não deu em nada...!

    16 26 Responder

    Cidadão - 6 dias, 9 horas atrás

    Ledo engano! A pessoal envolvida já foi condenada criminalmente e responde por ação cível de restituição aos cofres públicos municipais. Precisa se informar antes de manifestar aleatoriamente

    2 0