Publicado em 07/12/2018
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Fazenda sugere fim do abono salarial e revisão do reajuste do mínimo

As sugestões constam de documento do Ministério da Fazenda com o balanço da atual gestão e recomendações para o próximo governo.

A política de reajuste do salário mínimo deverá ser revista e o abono salarial extinto, para reequilibrar as contas do governo depois da aprovação da reforma da Previdência. As sugestões constam de documento do Ministério da Fazenda com o balanço da atual gestão e recomendações para o próximo governo, disponível na página da pasta na internet.

A pasta também recomenda o controle dos gastos públicos, com a redução de privilégios e incentivos fiscais para setores da economia, revisão dos gastos com o funcionalismo público e direcionamento dos benefícios sociais aos mais pobres para reduzir a desigualdade. Segundo o documento, o salário mínimo, cuja política de reajuste será substituída em 2020, deverá ser compatível com os salários do setor privado e o aperto nas contas públicas.

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Desde 2011, o salário mínimo é reajustado com base na inflação dos 12 meses anteriores pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no poaís) de dois anos antes. Caso o resultado do PIB seja negativo, a correção se dá apenas pelo índice de inflação. Essa política vigorará até 2019, sendo substituída no ano seguinte.

Segundo o Ministério da Fazenda, cada R$ 1 de alta no salário mínimo aumenta os gastos da União em R$ 304 milhões. A maior parte desses gastos o impacto decorre do reajuste do piso pago pela Previdência Social. A nova política de cálculo do mínimo deverá ser encaminhada pelo futuro governo até 15 de abril, quando será apresentado o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020.

Abono salarial

Em relação ao abono salarial, a Fazenda recomendou a extinção do benefício por entender que não atende à população em extrema pobreza, mas apenas empregados com carteira assinada. Previsto para consumir de R$ 19,2 bilhões no próximo ano, o abono é pago ao trabalhador que recebe até dois salários mínimos com carteira assinada, desde que tenha trabalhado pelo menos 30 dias no ano-base de apuração e tenha carteira de trabalho há pelo menos cinco anos. O valor varia de R$ 80, para quem trabalhou apenas por 30 dias, a um salário mínimo (R$ 954), para quem trabalhou por 12 meses no ano anterior.

Para aumentar a eficiência dos gastos sociais, o Ministério da Fazenda, que será transformado em Ministério da Economia em janeiro, recomendou medidas adicionais, em que também entram a revisão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e a pessoas com deficiência, a transferência da aposentadoria rural da Previdência para a assistência social e mudanças no regime previdenciário dos militares, com a possível cobrança de contribuição sobre pensões e proventos de militares inativos.

Para a Fazenda, o BPC, que paga um salário mínimo a deficientes e a quem tem mais de 65 anos, é menos eficaz que o Bolsa Família na redução da pobreza e tem alto nível de judicialização (questionado com frequência na Justiça). O Orçamento do próximo ano reserva R$ 59,2 bilhões para o BPC, que será pago a 4,9 milhões de beneficiários. Enquanto o Bolsa Família, que paga um valor fixo por dependente e é menor que o salário mínimo, destinará R$ 29,5 bilhões a 13,6 milhões de famílias.

Segundo a Fazenda, o Bolsa Família é o programa mais eficaz para reduzir a pobreza porque 44,3% dos recursos são destinados aos 20% mais pobres da população. A Previdência Social vai na direção inversa: 40,6% dos benefícios pagos vão para os 20% mais ricos, contra somente 3,3% dos recursos para os 20% mais pobres.

FGTS

Por fim, a Fazenda propõe uma reforma no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de modo a usar os recursos do fundo para financiar parcialmente o seguro-desemprego e aumentar a rentabilidade das contas, que atualmente pagam 3% mais Taxa Referencial ao ano, mais participação nos lucros. A pasta também sugere a extinção do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS), que financia projetos escolhidos pelo governo e foi foco de corrupção nos últimos anos, por entender que a livre alocação de recursos é mais eficiente.

Fonte: Agência Brasil

Postado em 07/12/2018
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6 comentários

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  • raflesio mathias | 3 dias, 17 horas atrás

    Este realmente não é um país sério. Acabar com o abono salarial seria um golpe de faca nos trabalhadores pobres que madrugam todos os dias para pagar bolsa família para vagabundo.

    8 0 Responder

  • Goty of war | 3 dias, 19 horas atrás

    Esse governo é tão pilantra, que querem cortar gastos com o trabalhador, aquele que acorda cedo e rala o dia inteiro pra por comida em casa, agr aumentar salário de político que nao faz porra nenhuma em mais de 50% não falam nada, iremos ver as máscaras cairem em janeiro!!!!!

    6 0 Responder

  • Dexter | 4 dias, 18 horas atrás

    O povo falou que pro Bolsonaro trabalha de graça. Tá aí a conta pro povo pagar... Governo larápio...

    14 3 Responder

  • Ford Willys | 5 dias atrás

    Fim do Salário Minimo indexado ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC); fim do 13º Salario (Abono Salarial); fim do PIS/PASEP (Abono salarial dos rendimentos da previdência); fim das férias remuneradas (se o trabalhador quiser gozar de descanso terá de pagar outra pessoa pra ficar em seu lugar) e aposentadoria aos 75 anos de idade com 40 anos de contribuição ao INSS para o trabalhador comum e 30 anos de contribuição para aposentadoria de policiais, militares das forças armadas e Bombeiros Militares; Fim da pensão do INSS ao Cônjuge(marido ou esposa) por morte, exceto para esposas e filhas de militares, policiais e Bombeiros. Esse é apenas um resumo da política social ao trabalhador do novo governo eleito do Brasil. Bom demais. Estou entusiasmado. Esse é o mito. Por isso fiz campanha e votei no MITO. Trabalhador no Brasil tem direito demais nesse Pais. Agora nos empresários poderemos ter mais lucro. E o trabalhador? Bom, o trabalhador que se ferre. Não tenho culpa deles terem nascido pobres com grandeza de rico. BOLSONARO NELES!!!! Agora vai...

    15 7 Responder

    executivo 4 dias, 23 horas atrás

    Comentário removido pelos leitores. Este comentário foi retirado porque recebeu 20 votos negativos a mais que os positivos.

    Leooo - 3 dias, 3 horas atrás

    Vc que se entitula de empresário aposto que tem uma lojinha e se acha empresario,se vc acha que trabalhador tem direito demais e só vc voltar a ser trabalhador,pois falando assim e possível de vc não estar conseguindo pagar as contas da suas (empresa).

    3 0