Campanha arrecada livros para projeto de abatimento de penas de detentas de Carmo do Paranaíba

O projeto também representa uma oportunidade de acesso à educação e à cultura, por meio da leitura de livros e produção de textos, para as mulheres presas na unidade.

publicado em 06/06/2019, por Farley Rocha


Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo -  Foto: Internet

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Poder Judiciário, o Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo e a sociedade civil de Carmo do Paranaíba criaram o projeto Ler liberta, que tem por objetivo implementar a remição de pena pela leitura no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo. O projeto também representa uma oportunidade de acesso à educação e à cultura, por meio da leitura de livros e produção de textos, para as mulheres presas na unidade.

Todas as pessoas podem contribuir doando livros de literatura em bom estado de conservação. Todas as obras literárias serão aceitas, porém, solicita-se a doação preferencial dos livros pré-selecionados para o início do projeto (lista abaixo).

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Pontos de recolhimento em Carmo do Paranaíba: Ministério Público, Fórum, Prefeitura de Carmo do Paranaíba, Câmara Municipal, Semec, Escolas Municipais e Estaduais, Pastoral Carcerária, Sicoob Credicarpa, Rotary e Lions Clube.

Sobre o projeto                                     

O projeto foi idealizado pelos promotores de Justiça Carolina Frare Lameirinha e Bernardo de Moura Lima Paiva Jeha, que, durante visitas realizadas na penitenciária, perceberam que, apesar de haver escola no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, as mulheres reclusas não eram contempladas com vagas para estudo e tinham poucas oportunidades de trabalho interno e externo.

Assim – considerando a ampliação das possibilidades de remição de pena pela Lei nº. 12.433/2011, as diretrizes contidas na Portaria Conjunta nº 276/2012, do Conselho da Justiça Federal e do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça, na Recomendação nº 44/2013, do Conselho Nacional de Justiça, e na Resolução Conjunta Seds/TJMG nº 204/2016 – as Promotorias de Justiça de Carmo do Paranaíba cadastraram Procedimento de Projeto Social, com a finalidade de implementar a remição pela leitura do Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo.

Com o apoio de diversas entidades da sociedade civil e de órgãos públicos do município, foi iniciada campanha de divulgação do projeto, a fim de arrecadar os livros que serão utilizados. Todas as obras literárias em bom estado de conservação serão aceitas, porém foi elaborada uma relação de livros preferenciais para doação, os quais foram previamente selecionados de acordo com o nível de escolaridade das presas que manifestaram interesse em participar do projeto.

Direcionado inicialmente às presas do sexo feminino, o projeto poderá ser ampliado, no futuro, para os detentos do sexo masculino.

Para mais informações as pessoas podem seguir até a sede do MPMG em Carmo do Paranaíba, situado na Av. Costa Júnior, 306-A, Centro. Horário de atendimento ao público é de 12h às 18h. O telefone é o (34) 3851-1871.

Relação de livros preferenciais para arrecadação

A cabana - Willian P. Younp

A corrente da vida - Walcyr Carrasco

A culpa é das estrelas - John Green

A ilha perdida - Maria José Dupré

A infância acabou - Renato Tapajos

A montanha encantada - Maria José Dupré

A moreninha - Joaquim Manoel de Macedo

A morte tem sete herdeiros - Stella Car e Ganymedes José

A serra dos dois meninos - Aristides Fraga Lima

A turma da rua quinze - Marçal Aquino

As pupilas do senhor reitor - Júlio Diniz

Bisa Bia Bisa Bel - Ana Maria Machado

Clarissa - Érico Veríssimo

Como eu era antes de você - Jojo Moyes

Como eu fiquei depois de você - Jojo Moyes

Coração de onça - Ofélia e Narbal Fontes

Crianças na escuridão - Júlio Emílio Braz

Depois daquela viagem - Valéria Piassa Polizzi

Doce Manuela - Júlio José Chiavenato

Dom Casmurro - Machado de Assis

Dom Quixote - Miguel de Cervantes

E agora filha? - Isabel Vieira

E agora mãe? - Isabel Vieira

Éramos seis - Maria José Dupré

Estrelas tortas - Walcyr Carrasco

Garra de campeão - Marcos Rey

Gincana da morte - Marcos Rey

Irmão negro - Walcyr Carrasco

Menino de asas - Homero Homem

Minha primeira paixão - Pedro Bandeira

O Alienista - Machado de Assis

O anjo linguarudo - Walcyr Carrasco

O caso da borboleta atíria - Lúcia Machado de Almeida

O Empinador de Estrelas - Lourenço Diaféria

O escaravelho do diabo - Lúcia Machado de Almeida

O estudante - Adelaide Carraro

O Feijão e o sonho - Orígenes Lessa

O garoto da novela - Walcyr Carrasco

O gigante de botas - Ofélia e Narbal Fontes

O mistério das cinco estrelas - Marcos Rey

O pequeno princípe - Antoine de Saint-Exupéry

O rapto do garoto de ouro - Marcos Rey

O segredo dos sinais mágicos - Sersi Bordari e Edgard Rodrigues de Souza

O tesouro do quilombo - Angelo Machado

O voo do hipopótamo - Pedro Bandeira

Olhai os lírios do campo - Érico Veríssimo

Os barcos de papel - José Maviael Monteiro

Os Lusíadas - Luís de Camões

Pai sem terno e gravata - Cristina Agostinho

Quarto de despejo. Diário de uma favelada - Carolina Maria de Jesus

Robinson Cruzoé - Daniel Defoe

Romeu e Julieta - Andrew Mattews e Tony Ross

Só de vez em quando - Ercília F. de Arruda Pollice

Sonhar é possível? - Giselda Laporta Nicolelis

Sozinha no mundo - Marcos Rey

Sumri - Amos Oz

Um girassol na janela - José Ganymedes

Um leão em família - Luiz Puntel

Zicartola - Maurício Barros de Castro

Autor: Farley Rocha Postado em 06/06/2019
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9 comentários

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  • Maria | 6 dias, 8 horas atrás

    Indignada. Deveriam ler muito sim, trabalhar para cuidar de sua família que ficou em casa. Agora amenizar pena, me poupe. Brasil é o país onde o crime compensa.

    2 1 Responder

  • flavio | 1 semana, 1 dia atrás

    Não tem aí um projeto pra aumentar a pena esses vagabundos não???

    7 1 Responder

  • Azulao | 1 semana, 2 dias atrás

    Q isso meu deus. Abater pena q nada tem e q dobrar as penas deles.prq as leis não coloca eles no serviço para pagar pelo menos oque gasta com eles

    8 1 Responder

  • Luisa | 1 semana, 2 dias atrás

    Abatimento de penas??? o certo é cumprir a condenação que lhes foi dado,afinal não estão lá atoa, acho uma palhaçada esse abatimento de penas e beneficíos que são dados a esses bandidos, rezando não estavam para ter sido preso,é cada benefício que são dados a esses bandidos, são filhos que matam pais que são liberados no dia dos pais ou das mães para sair e comemorar que sinceramente não entendo, os livros tinham de ser doados sim para lerem e ocuparem suas mentes e não para abater em pena.

    7 0 Responder

  • GLOCK | 1 semana, 3 dias atrás

    Faltou um livro na relação acima, que na realidade seria pouco lido. É o livro O CRIME NÃO COMPENSA, de Alan Hynd.

    14 0 Responder

  • Desordem e Regresso | 1 semana, 3 dias atrás

    Brasil, o país da desordem e do regresso.

    12 0 Responder

  • ... | 1 semana, 3 dias atrás

    Acho que trabalho seria melhor pra diminuir a pena.

    14 1 Responder

  • Lagoense Feliz | 1 semana, 3 dias atrás

    Na minha modesta opinião, a justiça brasileira tem que se preocupar são com os trabalhadores que trabalham dia e noite para sustentarem suas famílias e quando ficam doentes tem que enfrentar horas nas filas destes hospitais públicos sucateados. Se estes marginais aprontaram ( matando, roubando, traficando e etc..) que eles paguem todas suas penas fechados e sem nenhum benefício, pois a maioria ( 99%) que estão aí dentro são reincidentes e já fizeram muitas famílias chorar. Tem que preocupar é em encher as bibliotecas públicas com livros, para nossas crianças ler e se tornarem adultos melhores para nosso país. JSF

    15 0 Responder

    GLOCK - 1 semana, 3 dias atrás

    Procede. E fico pensando: como a justiça controla a leitura dos livros? Tomam lição dos detentos ou manda fazer um resumo do que foi lido?

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