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Postado em 09/01/2017
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Advogada garante na justiça sobrevivência da própria mãe com a polêmica fosfoetanolamina

Uma decisão judicial inédita garantiu que um laboratório produzisse e vendesse a fosfoetanolamina, a polêmica pílula do câncer.

A advogada patense, Sandra Chaves, está com motivos de sobra pra comemorar. Ela chegou a ter a mãe, Maria Aparecida Chaves, 64 anos, desacreditada pela medicina após ser diagnosticada com câncer no estômago. No entanto, depois de uma verdadeira batalha na justiça, ela conseguiu garantir o tratamento da mãe. Uma decisão judicial inédita determinou que um laboratório produzisse e vendesse a fosfoetanolamina, a polêmica pílula do câncer.

Sandra contou que a mãe foi diagnosticada com câncer há cerca de 1 ano. “A doença já estava em estágio bastante avançado”, afirmou. Após isso, a família iniciou uma série de exames e tratamentos para tentar salvá-la da doença. No hospital do Câncer de Barretos, Maria Aparecida chegou a ser desacreditada, dando a morte como certa. A partir daí, em março de 2016, por conta própria, ela começou o tratamento com fosfoetanolamina.

Pílula do câncer.

Os resultados positivos foram instantâneos e ela decidiu não mais parar. Exames mostraram que as manchas da doença chegaram a desparecer, deixando os médicos impressionados. Segundo Sandra, após verem o resultado, os especialistas que acompanham a paciente, começaram a recomendar a continuidade do tratamento com fosfoetanolamina. No entanto, a aquisição das pílulas não era tão simples.

Primeiro, ela teve que ingressar na justiça em Patos de Minas, onde obteve uma liminar para pegar a medicação na Universidade de São Paulo-USP-, onde foi desenvolvida a fosfoetanolamina. Nessa época, uma Lei Federal aprovada no Congresso Nacional permitia o tratamento gratuito com a pílula do câncer. No entanto, uma Ação de Inconstitucionalidade promovida pela Associação Médica no STF acabou suspendendo a norma e toda a produção do medicamento no Brasil.

A defensora foi obrigada a ingressar com outra ação na justiça. Nesta, a situação foi ainda mais complicada. Com fundamento na decisão do STF, a justiça de primeira instância indeferiu o pedido e ela teve que recorrer a Belo Horizonte. Foi aí que veio a vitória nesse sábado (07). “Eu despachei com a desembargadora e ela me disse que não iria conceder, mas ela refletiu melhor e resolveu garantir uma forma para que eu pudesse comprar o medicamento”, afirmou.

A decisão no Tribunal de Justiça de Minas Gerais determina que um laboratório no município de Cravinhos/SP produza as pílulas para que se possa comprar a medicação e assim a mãe continue o tratamento. Bastante feliz com a decisão e de saber que a mãe continuará vivendo e com muita saúde, ela ressaltou o valor da decisão inédita para a sociedade. “Minha mãe não era para estar viva. As pessoas precisam saber disso”, ressaltou. Ela defendeu que o paciente é que deve decidir sobre o uso ou não do medicamento.

Autor: Farley Rocha

Postado em 09/01/2017
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13 comentários

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  • Gilberto Bramante | 1 semana, 2 dias atrás

    Chega a magoar e desesperançar a gente assistir a tanta "injustiça" para com milhares e uma "justiça" para alguns...alguns ja se beneficiando com o uso da fosfoetanolamina sintetica e outros milhares, onde está minha mãe, se definhando, olhando para nós com olhar suplicante de socorro, e a gente aqui ter que ficar se desdobrando e disfarçando para lhes alimentar a esperança... Infelizmente, o processo de minha mãe, ajuizado em São Carlos-SP, foi sorteado em segunda instância caindo na mas mãos de desembargadores que entendem que a suspensão abrange o processo de minha mãe. A corte máxima para recurso seria o STF, onde já possui unanimidade de entendimento para aguardar o julgamento da ADI, proposta pela AMB, para destrancar todas as liminares que estão atingidas pela suspensão imposta por magistrados pelo país afora...mas até quando??? Parece que não lhes restam mais nada, diante de tanta insensibilidade, de tantas justificativas técnicas e processuais, de interpretações que beneficiam um grupo e não alcançam outros...

    2 0 Responder

  • Neguites | 1 semana, 2 dias atrás

    Os laboratórios e médicos não ganham com esse medicamento é por isso que os canalha atendendo e suspeito que receberam pela proibição, atenderam os laboratórios.

    3 0 Responder

  • M$dico | 1 semana, 3 dias atrás

    Aqui na terra tudo gira em torno de dinheiro. Lá no céu eu não sei!

    4 0 Responder

  • Carlim | 1 semana, 3 dias atrás

    Que esse caso sirva para questionarmos o saber médico. A ciência médica não é neutra, e a especialização cada vez maior é uma faca de 2 gumes. A medicina luta pelo monopólio de padrões de tratamento, pela definição do que é doença e do que é saúde, pelo monopólio de diagnósticos e prognósticos, tudo isso estreitamente ligado à economia e às grandes empresas. A transformação da medicina em mercadoria, apesar de ter uma dimensão civilizatória, é um grande medida um entrave à busca pela verdade - fundamento de todo conhecimento científico.

    2 2 Responder

  • Foto | 1 semana, 3 dias atrás

    No Brasil é proibida a comercialização deste produto comprovadamente não tóxico (que poderia ser vendido em supermercado - produtos similares são vendidos em outros países) e é permitida a venda de álcool e cigarro. Já foram solicitados vários testes pra comprovar a eficácia do produto mas usam a dosagem errada (já existe publicações sobre isso também) e comprovam que ele não funciona. Independente de quem está no governo, o país tem um único governo, a indústria farmacêutica.

    5 0 Responder

  • Zé fuba | 1 semana, 3 dias atrás

    Infelizmente, os grandes hospitais particulares não deixa as descobertas das curas de doenças como o câncer é a AIDS, o custo do tratamento, internação CTI, exames, etc. Um dia no CTI ,custa em média R$ 5.000,00 mil reais, eles estão presenciando a recuperação dá senhora, é não aceita a descoberta. Quantas drogas caras liberadas, que não resolve nada, eles deveriam cuidar mais era dá higiene dos hospitais, para evitar que o paciente pegue uma infecção, que mata mais que o câncer no Brasil.

    16 1 Responder

  • Carlim | 1 semana, 3 dias atrás

    Por que o pesquisador, que diz não ter interesse financeiro, não solta a fórmula pra todo mundo??? Produz em casa e pronto.

    6 3 Responder

    eu - 1 semana, 3 dias atrás

    Ele tem interesse sim em produzir, ele estava fazendo isso, só que impediram ele dizendo que era um remedio que não foi testado e podia fazer mal pra saúde das pessoas, aí eles pegaram a pesquisa dele e levaram pra universidade de São Paulo, parece que estão analisando, mas não produzindo pras pessoas.

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    Milrac - 1 semana, 3 dias atrás

    Mas porque que ele tem que abrir mão de anos e anos de pesquisa, tudo porque a justiça o impede, o errado não é ele.

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    Thiago - 1 semana, 3 dias atrás

    Não é isso nao. Ele produziu pela USP, em primeira instancia todos os resultados são da Universidade. De qualquer forma, é proibido internacionalmente comercializar um medicamento nao testado. Até porque individuos possuem diferenças e em algum momento esse medicamento pode matar alguem.

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  • INDÚSTRIA DAS DOENÇAS $$$ | 1 semana, 3 dias atrás

    É NOTÓRIO E CLARO QUE SOLUÇÕES PARA DOENÇAS VÃO DE ENCONTRO AO INTERESSE DE CLASSES QUE MANTÈM ALTOS HOSPITAIS, CLÍNICAS COM TROUXAS DIAGNÓSTICADOS COM CÂNCER PAGANDO ALGUMA COISA, OU ALGUM TRATAMENTO. ENTÃO NÃO INTERESSE DE DAR A CURA OU TRATAMENTO DEVIDO NAQUILO QUE DÁ RETORNO E GANHO CERTO. PUTA QUE PARIU PAÍS DE FILADAPUTA MESMO. PARABÉNS A ADVOGADA E QUE SEJA DADO O TRATAMENTO PARA TODOS EM IGUAL. O GOVERNO SÓ CUIDA DO SEU UMBIGO.

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    CERTINHO - 1 semana, 3 dias atrás

    JUSTO ! ESSE PAIS QUE MORAMOS É UMA .... BRASIL O PAIS DA MÁFIA E CORRUPTOS QUE SÓ PENSAM EM DINHEIRO...... VERGONHAAA .......

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  • Mateus | 1 semana, 3 dias atrás

    Pura perda de tempo, dinheiro e, ainda, desgaste para a família. A pesquisa que está sendo feita pelo Icesp, utilizando ensaio clinico duplo cego randomizado, já está mostrando que não tem efeito algum na manutenção do controle do ciclo celular. O grupo dos 200 pacientes que estão recebendo o tratamento há 2 meses não mostrou nenhuma melhora em relação aos que receberam placebo.

    4 17 Responder

    Pesquisadora - 1 semana, 3 dias atrás

    Eles usam uma quantidade errada do produto e conseguem facilmente provar que não funciona

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    pesquisa - 1 semana, 3 dias atrás

    Já foi alertado e publicado, os testes estão sendo feitos com a dosagem errada. É bem fácil provar que o produto não funcional. Parabéns Doutora, você luta não apenas por uma vida mas por milhares.

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    Paulo - 1 semana, 3 dias atrás

    Provavelmente mudaram a fórmula original para dizer que não tem efeito meu caro, nesse planeta quem comanda são os ricos e as grandes corporações. Quando se tem dinheiro e LOB envolvidos das grandes indústrias farmaceuticas a conversa é outra.

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    maria - 1 semana, 3 dias atrás

    Mas o importante é provar com os testes no ICESP que nao é toxico ou que funciona , para ser liberada a produçao e venda?

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  • Carlos Andre | 1 semana, 3 dias atrás

    Parabéns Sandra, vamos acabar com as reportagens mentirosas e a industria que mais ganha dinheiro no mundo a industria farmacêutica. Que quando tem um medicamento que funciona, pagam as grandes redes de televisão para fazerem reportagens mentirosas e enganadoras. Os relatos de vários pacientes são significativos para provar o efeito beneficio do medicamento. Com certeza sua mãe vai ter vitoria e assim queremos. Bom tratamento.

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